Quem mais comprou moto em 2011

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Quem mais impulsionou o mercado brasileiro de crédito nos últimos quatro anos foi o jovem de periferia. Ele buscou linhas de financiamento para a compra de carro ou moto financiada e foi um usuário frequente de cartão de crédito.

Essa é a principal constatação de um estudo feito pela Serasa Experian a partir de uma amostra de 1,4 milhão as consultas de consumidores, identificados pelo Cadastro de Pessoa Física (CPF) para obter financiamento em 121 instituições financeiras espalhadas pelo País.
O grupo Periferia Jovem foi o que mais ampliou a procura por crédito no período analisado e respondeu pela maior parte das consultas recebidas pelas instituições financeiras em 2011, observa Luiz Rabi, gerente de Indicadores de Mercado da Serasa Experian e responsável pelo estudo para financiar motos.
Venda motosEsse grupo de consumidores liderou o ranking de consultas para obter financiamento para compra de motocicletas, com participação de 25,9%, e ficou no topo do segmento de cartões de crédito, respondendo por 25,6% das consultas. No segmento de consórcios, que envolve carros, motos e máquinas agrícolas, o grupo Periferia Jovem ficou na vice-liderança do ranking de consultas, com 23,6%. Nesse segmento, perdeu participação apenas para o grupo de consumidores do Brasil Rural, que foi outro pilar do crescimento do crédito nesses quatro anos.
O Periferia Jovem corresponde a quase 21% da população brasileira e inclui seis subgrupos, entre os quais estão jovens trabalhadores de baixa renda, trabalhadores com baixa qualificação, estudantes de periferia, jovens na informalidade, excluídos do sistema e famílias assistidas da periferia. O grupo Brasil Rural representa 16,05% da população do País e abrange sete subgrupos.
Motos. Na análise do consultor independente da área de veículos, José Eduardo Favaretto, o aumento da procura por crédito pelos jovens de periferia está voltado para compra de motos, já que a fatia dos carros populares nas vendas totais está diminuindo.
Em contrapartida, as vendas de motocicletas novas e 'populares', com motor de até 150 centímetros cúbicos de cilindradas, representaram a maior parte dos volumes negociados. De janeiro a outubro de 2011, por exemplo, foram vendidas 1,557 milhão de motos populares que responderam por 88% do total de unidades comercializadas, informa a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).
'Essa motos são usadas pelo jovens das classes C, D e E que trabalham como motoboys ou para locomoção dessa população para ir ao trabalho, substituindo o ônibus', explica o diretor executivo da Abraciclo, Moacyr Alberto Paes.
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Fonte: Estadão