Historia Honda 450 - CBR 450 SR

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CBR 450 SR
Honda CBR 450 SR - Preto Ninja
Se é de história que vive o homem, aqui vai história de motos, que é o que adoramos! Em 1989, a Honda ainda fabricava a CB 450, evolução da CB 400 datada de 1980 que já estava ficando velhinha na produção, gerando assim uma demanda para alterações ou, mais sabiamente, uma nova moto. A Honda decidiu então que apenas o motor seria o mesmo da CB 450, com algumas alterações na questão de injeção. Nascia assim uma moto que marcaria época no mercado nacional. Resultado de uma pesquisa junto a concessionárias e público em 1987 para saber o que deveria ser melhorado na CB, a Honda CBR 450 SR surgiu em 1989 como primeira esportiva nacional com motor quatro-tempos, que impressionava por sua beleza exótica para os padrões da época.

A Honda CBR 450 tinha motor bicilíndrico de 447 cm³, três válvulas por cilindro (duas de admissão e uma de escapamento) e refrigeração a ar, com radiador de óleo, herdado da CB 450 e recebera melhorias no comando de válvulas, dutos de admissão e escapamento do cabeçote, que junto com o escapamento 2-em-1 fizeram a potência subir de 43,3 cv para 46,5 cv (ambas a 8.500 rpm), embora diminuindo um pouco o torque, de 4,3 m.kgf a 6.500 rpm para 4,2 m.kgf a 7.000 rpm. Recebia também um tensor automático da corrente do comando de válvulas, o que fazia com que suas revisões não precisassem ser feitas de maneira tão ostensiva.

CBR 450 SR
Propaganda da Honda CBR 450 SR
O novo modelo contava com velocidade máxima de 175 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de sete segundos. A Honda CBR 450 não arrancava suspiros pelo desempenho, mas oferecia força suficiente para a maioria dos motociclistas. O câmbio continuava o mesmo da CB 450, de seis marchas, com a primeira e a relação primária mais longas. Não havia por que mexer aqui, dado seu funcionamento com precisão e maciez nos engates. Para muitos, uma moto nacional incomparável em estilo a seu tempo. As versões de grafismo da foto surgiam no modelo 1991, abandonando a sobriedade inicial da CBR.

Os grandes avanços da Honda CBR 450 em relação à CB estavam na estrutura. Seu quadro, chamado de Twin Tube Frame (quadro de viga dupla), era do tipo diamante com duas vigas laterais de aço, com o motor fazendo parte da estrutura. A suspensão traseira abandonava o antiquado conceito de duas molas em favor de uma única mola sistema Pro-link com sete níveis de regulagens.

As rodas de alumínio de 17 polegadas e os pneus de perfil baixo sem câmara (os então novos Pirelli MT 75) estavam na medida certa e os freios usavam discos duplos na dianteira e simples na traseira, e eram muito eficientes. Todo este conjunto tornava a CBR muito estável nas retas e curvas,transmitindo a sensação de uma moto muito segura na maioria das situações. Era nitidamente superior à Yamaha RD 350 R (a famosa Viúva Negra/Caixão) e à Honda CBX 750 F (saudosa 7 Galo) da própria Honda, que além de menos esportiva havia perdido em comportamento com a nacionalização de 1987.

A CBR era bem útil, mesmo com seu desenho esportivo original. Possuía cavalete central, alça para garupa, ganchos para amarração de bagagem, porta-objetos (na lateral da carenagem, abaixo da manopla direita) e porta-documentos (abaixo do banco, próximo da alça do garupa). No painel, medidor de combustível, que muita esportiva não tem. O manete de freio dianteiro podia ter sua distância da manopla regulada, sem ferramentas.

CBR 450 SRObservando-se o desenho da nova moto era fácil notar que fora baseado nas Honda CBR 1000 F e 600 F, que a Honda produzia no Japão e traria ao Brasil anos depois. Um exemplo eram as carenagens laterais cobrindo quase totalmente o quadro. Fora isso, havia outros detalhes interessantes, como o pára-lama dianteiro que cobria boa parte das bengalas, a presença de um pára-lama traseiro rente ao pneu, as luzes de direção dianteiras integradas à carenagem. Realmente os projetistas da Honda fizeram um belo trabalho na concepção desta moto. O acabamento era de bom nível e também a ergonomia, com botões e comandos dos semi-guidões fáceis de usar e uma posição de pilotagem que, apesar de esportiva, não deixava o piloto tão inclinado à frente como em modelos mais radicais.

Naturalmente havia pontos criticáveis. Os retrovisores ficavam na mesma altura dos retrovisores dos carros, dificultando ao piloto desvencilhar-se do trânsito, e não ofereciam grande visão. Caso fossem fixos à carenagem, resolveriam os dois problemas e ainda poderiam ganhar em estética. Além disso, seu medidor de combustível não era muito preciso. Lançada em uma época de importações fechadas, a CBR tinha como concorrente mais próxima a moto RD 350 R, mas era muito mais cara.

CBR 450 capitao america
Honda CBR 450 SR - Capitão America
Embora com desempenho inferior ao da RD, que desenvolvia 55 cv, o ronco de seu motor era uma sinfonia para os que preferem os quatro-tempos. Em todo o tempo que foi produzida a Honda CBR 450 SR não sofreu alterações mecânicas, de ciclística ou desenho: as únicas mudanças foram de grafismos, em 1991 e 1993. O modelo de 1991, com as cores branca, vermelha e azul, é conhecido entre seus fãs pelo apelido de “Capitão América”. Os grafismos mais clássicos foram os de 1989/1990. Em dezembro de 1994 a CBR 450 SR deixava de ser fabricada, pois as importadas faziam concorrência cada vez mais intensa.

Seu preço era alto diante do que oferecia em desempenho e, certamente, influiu ocrescimento da onda naked, de motos sem carenagem — como a Suzuki GS 500 E, ainda importada, que era oferecida a preço similar. Mas a Honda CBR 450 terminou sua carreira com milhares de fãs e até hoje, no mercado de usadas, possui bom valor de revenda e pode ser financiada facilmente. Simule já e financie sua Honda CBR 450!

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